MANUAL DO CONCURSEIRO (A GRANDE JOGADA) 5ª PARTE – O PLANO DE ESTUDO COMPLETO

OBSERVAÇÃO: A PRIMEIRA PARTE ESTA NA  POSTAGEM DE SEGUNDA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2010



O PLANO DE ESTUDO COMPLETO

PARTE 02


PASSO 03

A TABELA DE ESTUDO

Meus caros, vou explicar nesse passo como montar uma tabela de estudo e o porque montar. Uma tabela de estudo é uma ferramenta indispensável para maximizar o estudo do concursando. Quem nunca teve aquela sensação de não saber o que vai estudar no dia. Assim, pega qualquer livro de qualquer matéria e sai folheando sem critério algum. E é ai que o plano de estudo entra. Temos a mania de estudar o que sabemos mais, porque é mais simples relembrar o que já dominamos e estudar a menos o que sabemos menos. Diante disso, o plano de estudo é a salvação para o concursando desorganizado – diga-se de passagem: 99% dos concursandos são extremamente desorganizados.

Vou postar aqui a imagem de uma tabela de estudo e passo a passo vou explicar como montaremos. 

Pois bem, a tabela funciona da seguinte forma: A linha de cima marca as horas que você deve estudar cada matéria e a coluna marca as fases. Você deve começar a estudar a primeira fase e ir passando até chegar na última. Separamos as matérias de forma que você estude pelo menos duas matérias por dia. Ai você se pergunta, porque duas matérias por dia. Estuda-se duas matérias por dia porque em um planejamento como do INSS a cada 04 (quatro) dias você reve a matéria. Dessa forma, o que foi estudado esta sendo sempre relembrado. Nesse sistema, o ciclo de estudo se renova toda semana, você estuda e o que foi aprendido não sai da cabeça.

Outro fator positivo é que você estuda todas as matérias e pode colocar uma carga em matérias que tem um peso maior. Essa tabela tem como carga total 48 horas. Assim você vai estudando e pode ir voltando até completar o edital. Vou postar aqui a quantidade de horas de estudo por ciclo.


Nessa tabela que montei para o INSS, a cada ciclo completo de 48 horas o concursando estuda as horas postadas nessa tabela. Veja que programei mais horas para português, pois é a matéria que tem mais peso. Assim o concursando pode aumentar a carga das matérias que tem mais dificuldade e diminuir a carga das matérias que mais domina.

O importante é respeitar a carga horária. Imagine que você comece a estudar segunda feira. Separe o material de estudo e comece, quando der as duas horas de estudo pare imediatamente e passe para RLM. Marque onde parou para poder começar de novo quando a tabela alcançar novamente o português. Faça isso com todas as matérias até chegar ao fim do ciclo, depois disso analise se está a contento, faça as alterações na carga horária que achar necessário e comece tudo de novo. Lembre-se, estudar é continuidade, não podemos ser peritos em uma matéria e leigos em outras. Os concursos querem os medianos em todas as matérias.

Repare que aproveito as matérias “co-irmãs” e coloco-as juntas. Direito Constitucional deve ser estudado com Direito Administrativo, pois estudando uma estuda-se a outra também.

Fiz uma tabelinha para ser seguida por quem tem o dia todo para estudar. Organização é tudo. Se o concursando seguir esses passos por um prazo de 6 meses a dois anos, pode ter certeza, passará em qualquer concurso público. Agora, uma coisa é fato: Muita gente não pode seguir esse ritmo, pois as tarefas do dia simplesmente impedem. Assim, a palavra de ordem é adaptar a realidade!

Não podemos esquecer que os exercícios são importantes, assim você pode reservar horários específicos só para resolução de questões da banca examinadora. 

Conclusão: Esse método é muito funcional e ao contrário do que muita gente pensa ele dá um rumo ao concursando. Ser organizado é chegar mais cedo à aprovação. Temos que ter em mente que um planejamento deve ser feito de médio a longo prazo e que de certo demoramos um pouco a “pegar o jeito” de estudar, mas depois que embalamos não paramos mais. Tanto é verdade que os verdadeiros concursando e concurseiros passam em vários concursos públicos. O perfeito é ter continuidade nos estudos e não ficar ansioso pela publicação do edital. Esqueça o edital e vá estudando, pois quando ele sair você estará no topo da cadeia alimentar e engolirá todos os seus concorrentes. 

Forte abraço e DEUS É PAI!

Evandro Guedes
Professor de Direito Administrativo
Diretor do complexo de ensino Alfa Concursos Públicos e Alfa ON-LINE


PERSPECTIVA!

Meu povo, a palavra perspectiva tem um significado para mim que vai além da simples “visão humana”. Essa palavra representa o que podemos ser e onde podemos chegar através de nossa vontade e nossa “visão” de nós mesmos.

Sei que as vezes as postagens ficam meio vagas, mas a essência que quero trazer aqui é que nós podemos ser tudo, absolutamente tudo nessa vida. Os limites estão enraizados dentro de nós mesmos. Passei o dia 1º de Janeiro de 2011 assistindo a vários videos no you tube e achei um que -particularmente – me ajudou a ter a minha perspectiva.
Vendo o video eu comecei a relembrar minhas origens e ver que tudo que eu achava que era terrível, que todos os momentos difíceis da minha vida foram na perto do que muitas pessoas passaram e ainda passam. Vejo todos os dias várias pessoas reclamando que não têm dinheiro para estudar, que simplesmente não conseguem estudar e que o “sonho” do concursos público é algo distante.
Diante disso, aprendi a não me indignar com a situação das pessoas, pois todos temos problemas. Contudo, é a perspectiva de cada um que fará a diferença em nosso futuro. Posso ficar aqui por páginas e páginas relatando momentos difíceis, momentos em que faltava dinheiro e todo o resto, mas isso é para uma outra situação.
Gostaria muito que os senhores assistissem ao video que postei e tentem mentalizar a perspectiva pessoal de cada um. Tentem analizar quão difícil é a vida dos senhores, quais as dificuldades que vocês têm para estudar e analisem se a vida se resume a isso. Tentem imaginar também uma vida sem perspectiva futura, sem emoções e acima de tudo sem batalhas.
Para 2011 quero poder fazer parte da vida de todas as pessoas que desejam e necessitam ser arprovadas nos concursos públicos. Tenho como perspectivade alguma forma ser uma pessoa marcante na preparação dos senhores. Assim, posso garantir que eu e minha equipe estaremos aqui diariamente motivando e ensinando técnicas de estudos. Na medida do possível, postaremos videos e materiais.
Diante de todo o exposto, espero que a perspectiva dos senhores seja no sentido comum de um ano de muito trabalho e dedicação. De um ano de verdadeira provação e de varias horas de estudo. Sei também que nesses momentos faltam pessoas para dar apoio e é ai que entramos. Portanto senhores, queremos ser em 2011 o porto seguro na preparação de todos vocês!
Feliz 2011, perspectiva é a palavra de ordem. DEUS É PAI!!!
Evandro Guedes
Professor de Direito Administrativo
Apaixonado por Concursos Públicos e realizações de vida!

MANUAL DO CONCURSEIRO (A GRANDE JOGADA) 5ª PARTE – O PLANO DE ESTUDO COMPLETO

O PLANO DE ESTUDOS COMPLETO
PARTE 01
Meus caros, estamos aqui as portas de 2011 e a nossa missão continua. Mudanças são necessárias para que a preparação torne-se profissional. Digo isso porque os concursos públicos no Brasil pedem extrema dedicação e chegou a hora de nos profissionalizarmos nesse campo.
Diante disso, vou postar O PLANO DE ESTUDO COMPLETO. Esse projeto irá ajudar você a concatenar as idéias e a se planejar. O projeto foi criado por mim através de muitos erros e acertos, agora alerto para o seguinte: – Não existe uma fórmula mágica que faça você  passar em um bom concurso. O que existe na verdade são técnicas individuais que ajudam a maximizar a forma de estudar. No entanto, vocês poderão alterar de acordo com suas necessidades pessoais. Uso esse plano de estudo há muito tempo e através de erros e acertos cheguei a essa fórmula e espero – com toda sinceridade do mundo -, que ela possa ajudar você na preparação para o que costumo chamar de REALIZAÇÃO DE UM SONHO DE VIDA (aprovação no concurso público). Então, sem mais delongas vamos seguir com as instruções!
MONTAGEM DO PLANEJAMENTO DE ESTUDO:
 Aqui estão presentes os 07 (sete) passos para que você consiga se planejar por completo. Tente dar muita atenção a cada um deles e repito: Esse estudo se deu por muitos erros e acertos na minha preparação e nem de longe é uma fórmula
“perfeita”. Assim, você verá que adaptações a sua realidade serão necessárias. De toda sorte vamos aos passos:
  1. ESCOLHA DO FOCO
  2. ESCOLHA DO “CANTINHO DO PENSAMENTO”
  3. DELIMITAÇÃO DA BANCA EXAMINADORA
  4. ESCOLHA DA BIBLIOGRAFIA
  5. DELIMITAÇÃO DO PESO DE E PRIORIDADE DAS MATÉRIAS
  6. ORGANIZAÇÃO DOS HORÁRIOS DE ESTUDO
  7. MONTAGEM DO PLANO DE ESTUDO OS 04 (QUATRO) PASSOS DA PREPARAÇÃO EFICAZ
PASSO 01
A ESCOLHA DA BANCA EXAMINADORA E DELIMITAÇÃO DO CONCURSO
Esse passo é de extrema necessidade, pois é aqui que você deve conhecer a banca examinadora e identificar suas tendências. Bancas como a CESPE/UNB seguem tendências que são previsíveis. O melhor aqui é que você tenha o suporte de um bom cursinho preparatório, pois os professores costumam conhecer muito bem a banca examinadora. Essas tendências – nós professores -, conhecemos muito bem, pois fazemos exercícios constantemente e nos atualizamos. O importante é que você tenha uma linha de pensamento e não estude errado ou estude demais. Dei como exemplo a CESPE/UNB, mas o seu foco pode ser a FCC, FGV, ESAF e tantas outras bancas que estão no mercado “abocanhando” os concursos Brasil afora.
É nesse passo que você também deve delimitar a escolha do concurso. Por exemplo, delimitar é escolher concursos que tenham editais pelo menos 80% compatíveis. Assim, se você está estudando para Polícia Federal, poderá sem problema algum se dedicar bastante a PRF ou a Agepen FEDERAL, bem como aos concursos de Polícia Civil dos Estados e tantos outros que tenham editais e bancas parecidas.
Dessa forma, no exemplo acima eu escolhi a área policial, esses concursos coadunam muito do edital, pense assim: Matérias como PORTUGUÊS, RLM, CONHECIMENTOS GERAIS, INFORMÁTICA, CONSTITUCIONAL, ADMINISTRATIVO, PENAL, PROCESSO PENAL, LEIS EXTRAVAGANTES são chamadas de matérias coringas para essa área, pois caem em todos os concursos. O que você deve se atentam é para as matérias que diferenciam um concurso do outro. Para se ter uma idéia se você estiver estudando para a Agente PF você deverá acrescentar, por exemplo, CONTABILIDADE, AFO E MICROECONOMIA, para PRF você deve acrescentar TRÂNSITO e para AGEPEN FEDERAL você acrescenta apenas direitos humanos.
Diante disso, o mais importante é não sair “rifando” por todos os lados. Não caia na tentação de ficar traçando de foco o tempo todo. Não adianta ficar estudando um ano para Polícia Federal e quando sair o edital enveredar para a área fiscal. Isso só vai fazer detonar sua confiança, pois você estará indo para um campo totalmente diferente de sua preparação, ai meu brother, o “pau” é certo! Então fica a dica:
DICA DO PASSO 01: Tente achar um bom cursinho que “dirija” você para as tendências da Banca examinadora. Procure conhecer a Banca a fundo e localize seus pontos determinantes. Escolha uma área de atuação e siga por ela até conquistar a sua aprovação e não caia na tentação do edital aberto. Fazer concurso por fazer é coisa de gente que não se prepara, pois sem responsabilidade não há remorso.
QUADRO EXEMPLIFICATIVO

PASSO 02
LOCAL APROPRIADO DE ESTUDO
Esse passo é primordial para uma preparação em “paz”. Digo isso, pois não tem como estudar com interferência externa. E acreditem, tudo é interferência externa! Dessa forma, não dá para estudar com alguém da família assistindo televisão ou estudar escutando música. Assim, você dever ter em mente que qualquer lugarzinho reservado com uma mesa, uma luminária e uma cadeira que não “empene” você pode se transformar no verdadeiro “cantinho do concurseiro”.
Diante disso, esse passo não é muito complicado e com boa imaginação e boa vontade, você conseguirá transformar um cantinho da sua casa em um verdadeiro “santuário” de estudo!
DICA DO PASSO 02: Não se apegue demais a esse ponto, pois aqui  a solução é simples, para tanto estou colocando um foto de um espaço que você pode ter como idéia. O mais importante é tomar conta da luminosidade do ambiente, pois é ali que você ficará por várias horas do seu dia.
Meus caros concursandos, amanha segue a SEGUNDA PARTE do plano de estudo completo. Contudo, comece já a identificar os erros e com os passos 01 e 02 acerte de vez a preparação para 2011. Bons estudo e rumo à aprovação!!!

Evandro Guedes
Professor de Direito Administrativo
Diretor do Complexo de ensino Alfa Concursos Públicos e Alfa ON-LINE

UM FELIZ NATAL E UM PROSPERO ANO NOVO! MAS ISSO, ESTUDANDO!!!

Meu povo, todo ano nós recebemos por e-mail e por todos os meios possíveis as boas festas de natal e ano novo. Como não pode deixar de ser diferente, tembém deixarei aqui as boas festas. Contudo, diante de nossa situação de “sofredores”, nós concurseiros e concursandos de plantão não podemos simplesmente abandonar toda a preparação e nos “enterrar” nas festas. Diante disso, vou dar minhas boas festas seguidas das “DICAS DE NATAL E ANO NOVO”.
Dicas para os dias de festas:
Sei o quanto é difícil estudar nessa época, o cursinho de recesso, as cervejadas, a preguiça de final de ano, tudo isso conspira contra nossa preparação, mas ai vem a pergunta que não quer calar…. O que fazer? Meu povão, não tenho receita mágica para isso, dessa forma, vou passar o que vivi e o que fiz para não perder o pique da preparação nessas épocas do ano.
Periodo entre o natal e o ano novo.
Essa época é muito boa para largar um pouquinho aquela rotina pesada de estudo. No entanto, 20 dias parado (calculando +- do dia 20/12 ao dia 10/01) é um impacto que você – que está estudando -, não pode se dar ao luxo. Assim, o perfeito é pegar esse período para “organizar” os estudos. Essa hora é fundamental, assim pegue todo o seu material e vá separando o que serve para você e o que está “desatualizado” ou é simples intulho. Após separar todo o material que você realmente irá usar comece a organizar seus ficharios, resumos, separar os exercícios. Dessa forma, o planejamento de estudo estará amparado pelos materiais certos.
Essa hora também é perfeita para você se planejar em uma bibliografia básica, planeje-se para comprar os novos livros e – é sempre bom – entrar o ano com material novo. Sei das dificuldades financeiras, mas aproveite as comprar de natal e adquira uns cadernos ou ficarios novos e novas canetas – não se esqueçam, de várias cores!
Aproveite esse preriodo também para baixar várias provas de concursos anteriores e criar “apostilinhas” somente de provas anteriores, assim , quando você realmente começar a estudar você não vai precisar “perder tempo” com essas coisas.
Um boa dica é montar nesses dias seu quadro de estudo, separar as matérias por prioridade e fazer um planejamento a médio prazo. Estime-se a estudar até o final de 2011 – diga-se de passagem um período curto de tempo -, assim você segura a ansiedade dos “paus” que vêm pela frente. Amigos, os “paus” que me refiro são as reprovações, que podem ter certeza absoluta elas virão. Mas tudo faz parte da preparação, pois ficar reprovado nos concursos é regra e a exceção é passar, mas toda regra encontra a sua exceção!
Conclusão: Meus caros leitores, sei que dar boas festas dessa forma pode não ser a forma mais agradável, mas uma coisa é fato: – Sempre adorei receber algo que realmente faria diferença na minha vida. Estou nessa guerra há mais de 10 anos e isso sempre foi fundamental na minha preparação. Espero que essas dicas simples ajudem vocês de alguma forma a chegar na aprovação que tanto sonhamos.
Observação: Estou acabando de preparar o manual do concurseiro 6ª parte – O plano de estudo completo. Assim que ele ficar pronto posto aqui. E não deixem de comentar os artigos, pois somente assim saberei exatamente a carência de vocês!

Abraços a todos e um FELIZ NATAL E UM ANO NOVO REPLETO DE APROVAÇÕES!!!
Evandro Guedes
Diretor do complexo de ensino Alfa Concursos Públicos e Alfa On-Line
Professor de Direito Administrativo

DEZ SUPER DICAS PARA SE FAZER UMA BOA PROVA!

1) A primeira coisa que se precisa em uma prova é calma, tranqüilidade. Se você começar a ficar nervoso, sente-se e simplesmente respire. Respire calma e tranqüilamente, sentindo o ar, sentindo sua própria respiração. Após uns poucos minutos verá que respirar é um ótimo calmante.
Comece a ver a prova como algo agradável, como uma oportunidade, visualize-se calmo e tranqüilo. Lembre-se que “treino é treino e jogo é jogo” e que os jogadores gostam mesmo é de jogar: a prova é a oportunidade de jogar pra valer, à vera, de ir para o campeonato.
Fazer provas é bom, é gostoso, é uma oportunidade. Conscientize-se disso e enquanto a maioria estiver tensa e preocupada, você estará feliz e satisfeito. Um dos motivos pelos quais eu sempre rendi bem em provas é porque considero fazer provas algo agradável. Imagine só, às vezes a gente vai para uma prova desempregado e sai dela com um excelente cargo! Mesmo quando não passamos, a prova nos dá experiência para a próxima vez. Comece a ver, sentir e ouvir “fazer prova” como algo positivo, como uma ocasião em que podemos estar tranqüilos, calmos e onde podemos render bem.
2) Ao fazer uma prova, nunca perca de vista o objetivo: passar. O objetivo não é ser o primeiro colocado (o que é uma grande ilusão, já que ser o primeiro traz mais problemas do que vantagens). Também não é mostrar que é o bom, o melhor, o “sabe-tudo”. O objetivo é acertar as questões, tentar fazer o máximo de pontos mas ficar feliz se acertar o mínimo para passar. Só isso.
3) A simplicidade e a objetividade são indispensáveis na prova, ladeadas com o equilíbrio emocional e o controle do tempo. Para passar lembre-se que você precisa responder àquilo que foi perguntado. Leia com atenção as orientações ao candidato e o enunciado de cada questão.
4) Em provas objetivas, seja metódico ao responder. Em provas dissertativas, seja objetivo e mostre seus conhecimentos. Por mais simples que seja a questão, responda-a fundamentadamente. No início e no final seja objetivo; no desenvolvimento (no miolo), procure demonstrar seus conhecimentos. Nessa parte, anote tudo o que você se recordar sobre o assunto e estabeleça relações com outros. Sem se perder, defina rapidamente conceitos e classificações. Se souber, dê exemplos. Aja com segurança: se não tiver certeza a respeito de um comentário, adendo ou exemplo, evite-o. “Florear” a resposta sem ter certeza do que está escrevendo não vale a pena. Isso só compensa se tratar-se do ponto central da pergunta, do cerne da questão. Nesse caso, se o erro não for descontado dos acertos, arrisque a resposta que lhe parecer melhor.
5) Utilize linguagem técnica. A linguagem de prova é formal, de modo que não se deixe enganar pela coloquial. Substitua termos, se preciso. Ex.: “Eu acho” “Eu entendo” “Entendo que”.
6) Correção lingüística. Tão ruim quanto uma letra ilegível ou uma voz inaudível é a letra bonita ou a voz tonitruante com erros de português. O estudo da língua nunca é desperdício e deve ser valorizado. Além disso, a leitura constante aumenta a correção da exposição escrita ou falada.
7) Evitar vaidades ou “invenções”. Muitos querem responder o que preferem, do jeito que preferem. Em provas e concursos temos que atentar para a simplicidade e para o modo de entender dominante e/ou do examinador. Aquela nossa tese e opinião inovadora, devemos guardá-la para a ocasião própria, que certamente não é a do concurso.
8) Tenha sempre humildade intelectual. Não queira parecer mais inteligente que o examinador ou criticá-lo. Não se considere infalível, sempre prestando atenção mesmo a questões fáceis ou aparentemente simples. Nunca despreze uma opinião diversa.
9) “Teoria da fluidez + Teoria do consumidor”. Além desses cuidados, temos que ter um extra com alguns examinadores. Lembre-se que todo professor, quando aplica uma prova é, na prática, um examinador. A grande maioria dos examinadores aceita que o candidato tenha uma opinião divergente da sua. Há, contudo, alguns mestres e bancas um tanto mais inflexíveis, casos em que será exigido do candidato uma dose de fluidez, docilidade, suavidade e brandura.
Junte-se a isso o ensino daqueles que sabem atender ao consumidor: o importante é satisfazer o cliente, o cliente tem sempre razão, o atendimento é tão importante quanto o produto.
Esta técnica ensina que o candidato deve ser prudente e pragmático. Pragmatismo, anote-se, é a “doutrina segundo a qual a verdade de uma proposição consiste no fato de que ela seja útil, tenha alguma espécie de êxito ou de satisfação”. O candidato precisa ter fluidez e maleabilidade suficientes para moldar-se à eventual inflexibilidade do examinador.
Se o seu professor só considera correta uma posição, devemos ter cuidado ao responder, pois a prova não é a ocasião mais adequada para um enfrentamento de idéias, até porque ele é quem dá a nota, havendo uma grande desigualdade de forças. Existem os momentos adequados para firmar nossas opiniões e pontos de vista e isso é absolutamente indispensável, desde que na hora certa.
Ao tratar do raciocínio jurídico, abordamos vários itens sobre como lidar com opiniões divergentes. Vou citar um exemplo do uso da “teoria”. Ensinei a técnica para uma amiga, dias antes de fazermos uma prova. O professor vivia falando de louras fatais em sala. A prova era para criar um fato e analisá-lo sob o aspecto criminal. Criei um fato superelaborado e tirei apenas 5. No dia do resultado minha amiga me agradeceu pela “dica” da “teoria” pois a utilizou e tirou 10. Ela simplesmente criou uma história com o assassinato de uma loura, inclusive descrevendo sutilmente seus atributos. Ela simplesmente aplicou a técnica, escrevendo sobre um fato que nosso professor achava interessante. Eu mesmo esqueci de usar a técnica…
Eu não tirei uma nota melhor naquela prova porque perdi o foco, porque não prestei atenção (acuidade), porque esqueci do objetivo (tirar a melhor nota possível), porque não utilizei técnicas que eu já conhecia (essas mencionadas), porque escrevi o que eu queria (para me agradar) e não para agradar e atender à expectativa de quem estava mandando naquele jogo, porque deixei de atentar para a fluidez (fluência) em provas e porque não me adaptei às circunstâncias. Felizmente a nota foi suficiente para passar, mas poderia não ter sido.
Esta “teoria” não versa sobre não ter opinião mas sim sobre ser hábil o suficiente para adaptar a resposta a fim de obter o resultado almejado. Após o sucesso específico você poderá, a partir de uma situação melhor, lutar por seu ponto de vista.
Não estando em uma situação como a de candidato, não tenha medo de expor suas opiniões ou de contestar alguma premissa já estabelecida. Poucos têm suas próprias opiniões e a capacidade de inovar e analisar criticamente um fato ou problema. Se você o fizer, mesmo que alguém não goste, todos (inclusive quem não gostou) respeitarão você.
Contudo, sempre o faça de modo gentil, educado, técnico, equilibrado e profissional.
Se quiser contestar alguma idéia, conteste a idéia e não o seu autor ou defensor. Saiba a hora de ceder e a hora de enfrentar a oposição, a hora de lutar e a hora de celebrar um acordo.
Não tenha medo de ser diferente ou de mudar as estruturas consolidadas. Se você pensa, é possível que discorde e é assim que o mundo progride: mudando ou concluindo que a mudança não oferece um ganho compensador. Ao decidir sobre idéias e soluções, não se prenda a paradigmas antigos, prenda-se ao objetivo buscado.
A teoria do consumidor ainda possui outra aplicação preciosa. O cliente sempre tem razão, é ele quem deve ficar satisfeito, não é mesmo? Em concursos, o cliente é o examinador.
Sempre verifique o que ele quer e o atenda. Veja o que ele perguntou, o que quer saber, a letra bonita que quer ler, etc. Faça-o feliz e ele lhe retribuirá.
10) Letra legível, palavras audíveis. Se o examinador não consegue decifrar sua caligrafia nem ouvir sua voz, isso irá prejudicar a quem? Quem tem o maior interesse em ser lido, ouvido e entendido? Será que todos os examinadores, profissionais ocupados e atarefados, diante de centenas ou de milhares de provas para corrigir, terão tempo e compreensão diante de uma letra ilegível? Na hora da prova faça letra bonita, de preferência redondinha (ou, no mínimo, em caixa alta), a fim de que ela fique legível. Treine sua oratória para saber falar razoavelmente.