A paciência e o aprendizado – episódio PRF 2008

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Meus caros, todos os dias leio os comentários aqui no blog e o que mais percebo é a falta de paciência de alunos que ainda estão engatinhando no mundo dos concursos. Dessa forma, resolvi mostrar um episódio bem peculiar de minha vida! Esse episódio foi o concurso da PRF de 2008! Assim, espero que curtam a postagem!

“A força de um homem não esta no que ele pode fazer hoje, mas sim na capacidade que ele tem de superar as derrotas e continuar lutando até vencer!”

Nessa época, eu já estava trabalhando no departamento penitenciário federal, mas confesso que não era o que eu gostaria de fazer. Tomei posse nessa concurso em agosto de 2006 e desde então passei a me dedicar para os concursos da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal.

 Eu sempre tive em mente não parar de estudar até alcançar meus sonhos. Dessa forma, eu dividia meu tempo em trabalhar no plantão de 24 horas, faculdade de direito e estudava para o meu concurso. Comecei essa jornada em 2007. Esses anos foram “secos” de concurso na área policial, mas nada poderia me desanimar – levando-se em conta que demorei 8 anos para passar no primeiro concurso!

 Fiz um plano de estudo infalível, esse plano consistia basicamente em dividir as matérias do edital anterior, estudar duas matérias por dia e fazer exercícios de todas as matérias. Contudo, o que mais sentia falta era o apoio de curso preparatório, porque o difícil não é estudar, o difícil é separar as matérias corretas e os exercícios de referência e aqui um curso de boa qualidade faz toda diferença.

 O ano de 2008 chegou e com ele a expectativa do concurso que eu projetava na época. Aqui eu estudava forte as matérias básicas e as específicas eu só reforçava em exercícios, pois minha base era muito boa e o importante era estudar mais o que eu sabia menos e fazer somente exercícios do que eu mais dominava.

 Fui levando esse plano de estudo até o dia da prova. Nesse ano, saiu o concurso para vagas nos estados do Mato Grosso e Pará. Escolhi  o estado que tinha menos vagas, ou seja, o Mato Grosso. Eram previstas em edital 146 vagas.

 O edital veio o que eu estava prevendo, assim ficou bem fácil adaptar as mudanças do novo edital. Foi nesse concurso que usei a teoria dos 10 últimos dias pela primeira vez. Essa teoria – fui eu mesmo que criei – consistia em juntar todos os exercícios que eu já havia feito e todos os simulados e juntar tudo em uma apostilas. Depois disso, eu passava os últimos 10 dias revendo quantas vezes fosse possível somente os exercícios que já tinha feito. Na prática era para não deixar nada passar no dia da prova.

 Assim, o dia da prova chegou. Sairíamos de Cascavel no Paraná a noite e faríamos a prova em Campo Grande – MS, mesmo as vagas sendo para o Mato Grosso. Quando estávamos dentro do ônibus fretado recebemos a notícia que o concurso estava suspenso (Suspensão de concursos nos 45 do segundo tempo é muito normal quando falamos na estrutura brasileira).

Bem, para dizer a verdade eu até gostei, pois quanto mais tempo para estudar melhor. O tempo foi passando e eu continuei forte minha preparação. No meio do caminho abri junto com outros sócios (os primeiros e mais traumáticos da minha vida) o primeiro curso, ele se chamava servidor concursos, mas essa é outra história e trataremos em tópico específico.

 O dia do novo concurso chegou e com ele várias experiências que preciso compartilhar com vocês! Para dizer a verdade eu nunca estive tão preparado para um concursos como estava para esse. Para explicar de uma forma simples e objetiva vou colocar os principais erros que cometi em tópicos:

 1º erro (não conhecer o local que eu iria fazer a prova)

 Cheguei em Campo Grande – MS um dia antes do concurso. A viagem foi longa e eu estava morto de cansaço. Ficamos em um hotel horrível e o ar condicionado não funcionava, ou seja, dormi extremamente mal. No dia seguinte cheguei cedo na faculdade que aplicaria a prova e quando fui comer algo me surpreendi, pois só havia lanches e como não tinha outro dia comi um sanduíche e tomei um refrigerante. Resultado, passei um desconforto incrível no momento da prova.

 2º erro (Não estar familiarizado com o estilo de prova)

 Eu vinha me preparando há muito tempo para as provas do tipo padrão da banca CESPE/UNB, aquelas questões que você coloca certo, errado ou simplesmente não marca. Quando peguei a prova a formatação eram cinco alternativas com 80 questões. Dessa forma, comecei a fazer a prova como sempre treinei, primeiro fiz a redação (que ficou ótima, fiz 18,60 de 20 pontos possíveis) e depois fui para as matérias específicas. Agora, imaginem fazer uma prova num calor infernal e pingando de suor, mas até ai tudo bem, pois se estava ruim para mim estava ruim para todo mundo!

 3º erro (Não controlar o tempo)

 Todo mundo que faz prova sabe que os últimos 30 minutos devem ser reservados para a passagem das questões para o gabarito, isso até eu sei. O legal é que nesse dia tive uma diarreia mental e  não me atentei a isso. Do nada a pessoa contratada pela banca examinadora falou: “Faltam trinta minutos!” Ai meu povo, não tem jeito e bateu o desespero. Ainda faltavam uns 10 questões para serem resolvidas.

 4º erro ( Cuidado ao marcar o gabarito)

 Nessa correria parei de fazer a prova e fui marcar o gabarito. Resultado: Mandei três questões erradas e tive que chutar as outras dez e diga-se de passagem, só ganhei uma!

 O fim dessa cagada universal foi minha classificação para as outras fases (médico, físico e psicotécnico) fora das vagas. Na verdade depois disso tudo ainda fiquei aprovado, mas fui o antepenúltimo. Mas essa foi uma obra de Papai do Céu, a primeira turma entrou logo no início de 2009 e eu fui efetivamente convocado em 2011, quando o Alfa Concursos já estava bem grande e meus planos já eram outros.

 O importante é saber que um homem que conhece seu passado ou escuta quem já esteve na mesma situação é uma pessoa fadada ao sucesso. Foi desse episódio que tirei a ideia que não é você que escolhe o concurso da sua vida, ele simplesmente acontece!

Conclusão: Aprendam a ter paciência e lutem pelo seu futuro, pois ninguém fará isso por você e quando cair em um concurso tenha em mente que outros melhores virão. Papai do Céu tem planos muito especiais para aqueles que acreditam e trabalham duro para a realização de seus sonhos!

Ser forte e bem sucedido na vida é uma questão de escolha pessoal, de atitude e não predisposição natural. Conheço meninos e meninas geniais que escolheram caminhos errados e conheço milhares de pessoas que assim como eu dispõe de várias limitações e fizeram desses problemas grandes oportunidades para vencerem na vida!

Reclame menos, dedique-se e estude mais e verá que grandes coisas acontecerão em sua vida!



159 comentários sobre:
A paciência e o aprendizado – episódio PRF 2008

  1. JOICE-Rio de Janeiro-RJ comentou em :

    Boa tarde, Evandro. Tudo bom? Descobri os vídeos do Alfa no fim de semana, pois estou estudando para concursos e, numa das pesquisas, assisti ao “A verdade dói só na hora”. Adorei. Compartilhei com amiga e com minha irmã e elas adoraram! Concordamos com o que você disse. Adorei esse seu texto e vou ler os outros. Parabés pelas suas lutas!!

  2. Maria Yamagishi comentou em :

    Olá Professor Evandro, obrigada por compartilhar suas experiências, estava desmotivada e acabei deixando para estudar muito em cima da hora, mas depois que conheci e adquiri o curso de vocês tive animo de estudar e buscar por meus objetivos!!!!Obrigada por compartilhar!!!
    As aulas do Prof. Pablo também está de Parabéns!!!

  3. nilton comentou em :

    evandro vc é foda…